Sexta-feira, Outubro 26, 2007

Mudança de Morada / New Address

Nova Morada / New Address

http://hugo-jorge.blogs.sapo.pt/

Espero que visite o novo blog.

Quinta-feira, Outubro 25, 2007

Flores de Lótus

É assim: nos altos planaltos não nascem flores de lótus; elas nascem nos pântanos.

Vimalakurti

Artigos disponíveis no portal Arca de Noé Viva Pets

Dois artigos já publicados aqui, estão desde ontem disponíveis no portal Arca de Noé Viva Pets do Sapo.

Quarta-feira, Outubro 24, 2007

Interacção corpo-mente

O stress social ou psicológico pode desencadear ou agravar uma ampla variedade de doenças, como a diabetes mellitus, o lúpus eritematoso sistémico (lúpus), a leucemia e a esclerose múltipla. No entanto, a importância relativa dos factores psicológicos varia amplamente entre diferentes pessoas com a mesma perturbação.

A maior parte das pessoas, baseando-se na sua intuição ou na sua experiência pessoal, acredita que o stress emocional pode precipitar ou alterar o curso inclusive de doenças físicas graves. Não é claro como é que estes factores stressantes podem actuar desse modo. As emoções podem obviamente afectar certas funções corporais como a frequência cardíaca, a sudação, os padrões do sono e o ritmo das evacuações intestinais, mas o estabelecimento de outras relações parece menos óbvio. Por exemplo, não foram identificadas as vias de comunicação e os mecanismos pelos quais interagem o cérebro e o sistema imunitário. Poderá a mente (o cérebro) alterar a actividade das células brancas (leucócitos) do sangue e com isso o sistema imunitário? Se isso for assim, como é que o cérebro comunica com as células do sangue? No fim de contas, os leucócitos do sangue movem-se por todo o corpo através da corrente sanguínea ou no interior dos vasos linfáticos e não estão ligados aos nervos. No entanto, as investigações demonstraram que essas relações existem. Por exemplo, a urticária pode produzir-se por uma alergia física ou por uma reacção psicológica. A depressão pode inibir o sistema imunitário, fazendo com que a pessoa deprimida esteja mais predisposta a certas infecções, como as causadas pelos vírus do catarro comum.

Portanto, o stress pode causar sintomas físicos, embora não exista doença orgânica. O corpo responde fisiologicamente ao stress emocional. Por exemplo, o stress pode causar ansiedade, que, por sua vez, activa o sistema nervoso autónomo, e as hormonas, como a adrenalina, aumentam o ritmo cardíaco, a pressão arterial e a quantidade de suor. O stress também pode causar tensão muscular, que desencadeará dores no pescoço, nas costas, na cabeça ou noutras partes do corpo. A alteração emocional que desencadeou os sintomas pode passar despercebida se tanto o doente como o médico assumirem que estes foram causados por uma doença orgânica. Podem chegar a efectuar-se muitos exames diagnósticos infrutíferos, procurando descobrir a causa do aumento do ritmo cardíaco, das dores de cabeça ou das dores de costas, por exemplo.

Os factores psicológicos podem influir indirectamente no curso de uma doença. Por exemplo, algumas pessoas gravemente doentes negam está-lo ou negam a sua gravidade. A negação é um mecanismo de defesa que ajuda a reduzir a ansiedade e torna mais tolerável uma situação ameaçadora. Se a negação aliviar a ansiedade, pode ser benéfica. No entanto, a negação pode impedir que uma pessoa faça um tratamento, o que pode acarretar consequências graves.

Por exemplo, uma pessoa com diabetes que nega a necessidade das injecções de insulina e o controlo de uma dieta rigorosa pode sofrer variações acentuadas nos valores de açúcar no sangue e corre o risco de ter complicações, como o coma diabético. De forma semelhante, uma percentagem elevada de pessoas com pressão arterial elevada (hipertensão) ou epilepsia não tomam os medicamentos, como o deveriam fazer.

A interacção corpo-mente é uma via de direcção dupla. Não só os factores psicológicos podem contribuir para o início ou para o agravamento de uma ampla variedade de perturbações físicas, como também as doenças físicas podem afectar o pensamento de uma pessoa ou o seu estado de espírito. As pessoas com doenças graves, recorrentes ou crónicas, geralmente, deprimem-se. Embora a depressão nestas circunstâncias possa aparecer como uma reacção normal, o estado mental merece atenção. A depressão pode piorar os efeitos da doença orgânica e juntar-se aos sofrimentos do doente. Muitas vezes, um tratamento adequado, como o uso de antidepressivos, melhora estas situações.

Uma pessoa que está ansiosa ou deprimida pode exprimir uma preocupação através de um problema físico. Este fenómeno é mais frequente nas pessoas deprimidas que parecem incapazes de aceitar que os seus sintomas são primariamente psicológicos. A depressão pode conduzir à insónia, à perda de apetite, à perda de peso e ao cansaço extremo. Em vez de dizer «estou tão deprimido», a pessoa julga que a causa da sua sintomatologia é provocada por uma perturbação física. Isto é conhecido como depressão «mascarada». Algumas pessoas são capazes de admitir que se encontram deprimidas, mas então tratam de o explicar como resultado de uma perturbação física.

Fonte: Manual Merck

Terça-feira, Outubro 23, 2007

A partir de hoje estou nas Páginas Amarelas na Internet

Segunda-feira, Outubro 22, 2007

Ingestão excessiva de comida

A ingestão excessiva de comida é uma perturbação caracterizada pelo consumo exagerado de alimento que não seja seguido de uma purga.

Nesta perturbação, as refeições exageradas contribuem para uma ingestão excessiva de calorias. Ao contrário da bulimia nervosa, a ingestão excessiva de comida acontece principalmente em pessoas obesas e torna-se mais frequente à medida que o peso aumenta. As pessoas que apresentam ingestão excessiva de comida tendem a ser mais velhas do que as que sofrem de anorexia ou de bulimia nervosa e a proporção de homens é maior (quase metade).

Sintomas

As pessoas que têm esta perturbação sofrem por isso. Cerca de 50 % das pessoas obesas que têm esta perturbação estão deprimidas, face a apenas 5 % das pessoas obesas que não a apresentam. Embora esta perturbação não produza as alterações físicas que podem ocorrer na bulimia nervosa, representa um problema para uma pessoa que está a tentar perder peso.

Tratamento

Dado que a perturbação devida à ingestão excessiva de comida foi recentemente identificada, não se desenvolveu ainda um tratamento padrão. Geralmente, as pessoas são tratadas segundo os programas convencionais de perda de peso para a obesidade, os quais prestam pouca atenção ao consumo alimentar excessivo (mesmo quando 10 % a 20 % das pessoas que estão nestes programas sofrem desta perturbação). Em geral, estas pessoas aceitam esta situação porque as preocupa mais a sua obesidade do que os seus excessos alimentares.

Estão a desenvolver-se tratamentos específicos para esta perturbação, baseados no tratamento da bulimia nervosa; estes incluem psicoterapia e fármacos (antidepressivos e inibidores do apetite). Embora ambos os tratamentos sejam razoavelmente eficazes no controlo da ingestão excessiva de comida, a psicoterapia parece ser mais eficaz a longo prazo.

Fonte: Manual Merck

Perturbações Psicossomáticas

O termo «perturbação psicossomática» não tem uma definição precisa. Na maioria dos casos aplica-se às perturbações que se consideram originadas por factores psicológicos. No entanto, não existem perturbações físicas que sejam originadas exclusivamente por factores psicológicos. Mais ainda, uma perturbação física tem necessariamente de incluir uma componente biológica (um factor essencial para que a doença ocorra).

Por exemplo, para contrair a tuberculose, uma pessoa tem de estar infectada pela bactéria Mycobacterium, que causa a doença. Mas muitas pessoas infectadas pelo Mycobacterium têm apenas uma doença ligeira ou simplesmente não sofrem dela. São necessários outros factores para que a tuberculose se declare doença como tal, o que inclui possivelmente uma predisposição hereditária, factores ambientais (como viver em condições de amontoamento), a presença de desnutrição e o stress social ou psicológico (como a perda de um ente querido) e a sua reacção emocional consequente, a depressão. Os factores biológicos, ambientais, sociais e psicológicos combinam-se para que alguém infectado pelo Mycobacterium adoeça de tuberculose. O termo «psicossomático» abrange esta combinação de factores.

Fonte: Manual Merck

Domingo, Outubro 21, 2007

A Morte do Animal de Companhia

Os animais de companhia proporcionam-nos muitas experiências positivas. Podem ser o nosso apoio quando nos sentimos tristes, mas também partilham a nossa alegria quando estamos contentes. Podem ser os nossos melhores amigos, os nossos “filhos”, uma extensão de nós mesmos (por exemplo, um cão guia ou de assistência, no caso de pessoas portadoras de deficiência) ou plenos membros da família.

Os laços emocionais que as pessoas estabelecem com os seus animais podem ser bastante profundos, uma vez que recebem destes algo que nem sempre recebem dos seus companheiros humanos: um amor incondicional, sem qualquer crítica ou julgamento.

Perder um animal de companhia, quer seja através da morte, desaparecimento ou outro tipo de separação involuntária, pode ser, para algumas pessoas, uma experiência de grande sofrimento. A profundidade dos sentimentos é muitas vezes inesperada, mas se pensarmos na amizade que se perde, os sentimentos de luto não são surpreendentes. A vida, outrora preenchida com o amor e amizade do animal de companhia, pode inesperadamente parecer muito vazia. A solidão e o isolamento, inerentes a este luto, podem aumentar devido à incompreensão dos outros. Desta forma muitas pessoas inibem-se de mostrar os seus sentimentos aquando da morte do seu animal de estimação com receio que possam ser ridicularizadas.

Actualmente, existe uma tendência crescente para aceitar e compreender os laços emocionais que as pessoas criam com os seus animais, assim como para disponibilizar apoio psicológico quando este mesmo laço emocional é quebrado.

Quinta-feira, Outubro 18, 2007

Portugueses gostam de viver com animais

Portugal é um dos países da União Europeia (UE) com mais animais de estimação. A taxa portuguesa encontra-se entre as mais elevadas da Europa, já que em cerca de 3,5 milhões de agregados familiares existe um animal doméstico.

Em cerca de 40% destes lares portugueses há um cão e em 20% um gato.

Leia o artigo anteriormente publicado neste blog sobre a Interacção Humanos-Animais e descubra os benefícios de ter um animal de companhia.